quarta-feira, 7 de maio de 2008

Portishead no Le Zénith

Em 1991, surgiu na cidade de Bristol, na Inglaterra, uma cena independente que, de certa forma, influenciou toda essa onda eletrônica que faz parte do rock nos dias atuais. Massive Attack, Tricky e Portishead encabeçaram essa mudança de comportamento e sonoridade. De todos, o Portishead foi e ainda é o mais célebre. Criado por Beth Gibbons, Geoff Barrow and Adrian Utley, o grupo do Reino Unido tem nas trilhas dos filmes de espionagem uma grande influência, daí a larga utilização das músicas deles no cinema. Beleza Roubada, O senhor da Guerra, Batman & Robin, Psicopata Americano, dentre outros longas trazem as canções do grupo inglês. E nos dias 5 e 6 de maio de 2008, aqui em Paris, o grupo subiu ao palco do Le Zénith para mostrar a última criação. O Portishead tem 3 discos de estúdio: Dummy de 1994; Portishead de 1997 e o récem lançado Third de 2008. O grupo ainda gravou um disco ao vivo acompanhado pela Filarmônica de Nova York, o álbum Roseland NYC Live de 1998. No entreato, cada um seguiu carreira solo. Gravaram outros discos, participaram de coletâneas, montaram gravadoras, mergulharam na música eletrônica e se encontraram em outubro de 2007 para criar o terceiro disco. O show no Le Zénith trouxe um trio para lá de turbinado. Os 3 integrantes da banda subiram ao palco acompanhados de 2 djs e um bateirista. A sonoridade foi impressionante! Assim que o show começou, um texto em português, mas português do Brasil, não de Portugal, introduziu a banda. Confortáveis, desencanados e nem um pouco apressados, o que causou um certo incômodo nos franceses, banda e músicos convidados fizeram um belo concerto. Copos d'água, cadeiras, sintetizadores e câmeras lado a lado com os artistas no palco. Sucessos, é lógico, fizeram parte da apresentação. Mas uma coisa muito interessante é a forma como eles utilizam as bases eletrônias. Eu tenho minhas restrições quanto a música só eletrônica. Parece que falta algo. Mas, ontem, no show, isso deu uma guinada. Vi e ouvi artistas criarem bases e momentos maravilhosos para a voz (no caso atormentada e belíssima de Beth Gibbons), para a guitarra, o baixo e o banjo. A música estava em primeiro plano, não um computador. Em tempo real, a performance no palco era editada e exibida em 3 telões que funcionavam como cenário e suporte de luz. Uma metalinguagem interessantíssima para um grupo que tem no cinema fonte de inspiração e diálogo. Tranquilos, eles voltaram para um bis, fizeram um show de 2 horas e ainda brindaram com garrafinhas de cerveja a apresentação.

3 comentários:

cecilia disse...

cris
envie este texto para o Leo esta muinto interessante,voce esta ecletica no que escreve

Cristiana Brandão disse...

ai, mama, te amo

Cristiana Brandão disse...
Este comentário foi removido pelo autor.