terça-feira, 29 de abril de 2008

Désengagement


Imagine uma situacão em que um homem e uma mulher se encontram em um trem. Em meio a cigarros, pequenas confições e a paisagem que passa, os dois vivem um entreato de paixão. Até agora, normal. Mas e se esse homem for judeu e essa mulher palestina?! Para o diretor Amos Gitai, nada muda. Muito pelo contrário. A situacão fica potencializada e o desejo jorra como um simples ato de possibilidade. "Désengagement", nova obra cinematográfica do artista israelense, não é um filme panfletário e nem dá respostas banais sobre um conflito ainda sem solução. O diretor e roteirista criou um história simples: uma francesa de origem judia (Juliette Binoche) deve ir ao encontro da filha que abandonou há anos em Israel e avisá-la da morte do avô. Com a ajuda do imão adotivo, encarnado pelo talentoso e belo Liron Levo, essa mulher cruza uma zona de conflito na Faixa de Gaza para encontrar a filha. O curioso é que o longa não é um super sucesso, nem algo fora do normal. É um filme simples, com planos imensos em que a ação se desenrola no tempo da emoção, não no tempo da edição. O que pega mesmo é como aquelas pessoas, o lugar onde elas estão, as questões de ordem duramente familiar e os conflitos são guiados pelo fundamentalismo seja do lado palestino ou israelense. Désengagement termina como começa, no ar, sem resposta pronta e sem solução. A violência, as fronteiras, os ideais ficam no reino das idéias, na imaginação de quem acaba de ver o filme.

8 comentários:

Anônimo disse...

este filme ainda não chegou aqui vou ficar atenta o tema é muinto interessante, faça um comentario sobre as salas de cinema francesas

Anônimo disse...

este comentario é meu

Anônimo disse...

este comentario é meu

Cristiana Brandão disse...

Cara, me desculpe pelo teclado frances, ainda nao consigo colocar acentos, bom... as salas sao variadas. Tem as pequenas, as megas, as super confortaveis, as de bairro com caracteristicas bem peculiares da regiao. Me apaixonei pelo Lurcenaire, um centro cultural que tem cinema, teatro, livraria e bar. A sala e fraca, mas a programacao e de primeira. Ah, deixa de ser marrenta!

Anônimo disse...

Deu vontade de ver...

videomeiquer disse...

Nada, nem as crises políticas mais nervosas podem com os sentimentos espontâneos dos humanos.Sentimentos estes que brotam na pele e saem contaminando o outro. Seu texto é lindo.

Cristiana Brandão disse...

o seu que é, meu amor

Luiz Navarro disse...

às vezes fico com preguiça dos filmes com a temática israelXpalestina. mas esse eu quero ver!