terça-feira, 2 de setembro de 2008

Made in China

Na Europa, coreanos, japoneses e algerianos circulam aos montes pelas escolas de línguas, mas não são a maioria. Os chineses, estes sim, estão presentes em 99,9% das turmas dos cursos para estrangeiros na França. Lógico, não só nas escolas, mas nos bares, cafés, supermercados, praças, monumentos, museus e por onde quer que qualquer pessoa for por aqui. Mas eles não estão só a passeio. Essa é que é a diferença! O número de imigrantes chineses aumenta a cada dia. Mão-de-obra qualificada, por onde vão, arrebatam empregos e alguns desafetos.  Em Roma, já dominaram o bairro da Estação Central e comandam o comércio de roupas da região. Já em Paris, o bairro de Belleville, que fica entre os quartiers 18 e 19, reduto dos africanos, foi partido ao meio. Metade para a África e metade para China. A passagem e estada dos chineses é tão marcante que as mudança impressas na economia local são de assustar. Vão dois exemplos: sabe aquele lenço palestino, xadrez, de linho, feito à mão e que acompanhou a figura de Yasser Arafat desde sempre, pois é, ele se tornou a moda da vez em Paris. Colorido ou tradicional, é raro não sair na rua e cruzar com alguém portando o belo lenço (só que no pescoço, na cintura ou na bolsa). Produzido, até então, por 3 famílias na Palestina, o lenço caiu no gosto popular e os chineses entenderam a mensagem. Começaram a produzir em massa e a preços pra lá de populares. Um original sai a 25 euros; um chinês entre 10 e 3 euros, basta procurar. Já nas lojas de bijoux, quando uma vendedora diz o preço de um brinco, colar ou broche, uma frase muito curiosa vem junto: "É 12 e não 2 euros. Foi produzido aqui na França, não é Made in China." 

2 comentários:

Antonio disse...

Oi Cris,
moça, vc está muito chique! Descobri seu blog por acaso. Passeando pela internet, de repente me vi diante da expressão "na larga". Cliquei e eis que...
Vamos fazer as pazes? Um dia desses, tive um sonho bom contigo.

Cristiana Brandão disse...

Tonico, como vc está? Quanto tempo! Tive notícias suas pela Carol. Bom, quanto as pazes, elas só são feitas após uma briga. Ao meu ver, não brigamos. Respondi com silêncio o seu silêncio e sustentei. Conversaremos sim, mas quando eu chegar. Bjs, Cris *Parabéns pela peça!